Trump não tem pressa para decidir sobre o Irã
Presidente dos EUA é pressionado por Benjamin Netanyahu a retomar os ataques ao regime dos aiatolás
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 2, que não tem pressa em decidir sobre a retomada dos ataques ao Irã.
O republicano tem sido pressionado pelo governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atacar o regime do aiatolá Mojtaba Khamenei.
"De uma forma ou de outra, faremos alguma coisa, mas não há pressa. Nós os prejudicamos financeiramente. Eles não têm dinheiro, nem gasolina e o seu povo está a ficar muito cansado disso", disse Trump em entrevista ao portal Axios.
"Estamos conversando com eles. Está tudo correndo bem. O problema com eles é que... eles ficam tentando nos enrolar. Há menos urgência [do lado iraniano] do que se poderia imaginar, mas eles querem fechar um acordo mais do que nunca", acrescentou.
O mediador catari Ali al-Thawadi viajou a Teerã na segunda, 2, para dar continuidade às negociações sobre a minuta do acordo.
Segundo o diplomata, que aguarda um retorno dos EUA e do Irã, há avanços em curso.
Após a entrevista, Trump sinalizou na rede Truth Social que um acordo com o Irã pode ocorrer.
"Os preços do petróleo estão despencando — uma queda de quase 10 dólares por barril, um recorde —, pois há a percepção de que não haverá uma guerra com o Irã. O Irã quer um acordo, o mais rápido possível. Isso pode acontecer!"
As três alternativas de Trump
A retomada dos ataques ao Irã não é a única alternativa de Donald Trump.
Segundo o Axios, ele também avalia outras duas linhas de ação.
Uma delas, apoiada pelo vice-presidente americano, JD Vance, e pelo enviado da Casa Branca Steve Witkoff, é que ele chegue logo a um acordo com Teerã e encerre a guerra iniciada em fevereiro.
A outra, defendida por Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, John Ratcliffe, diretor da CIA, e Marco Rubio, secretário de Estado, envolve a manutenção da situação "sem guerra, sem acordo", por entender que o prolongamento da pressão econômica pode induzir Teerã a fazer mais concessões.
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