Qual era o papel do criador da Choquei e de funkeiros em lavagem de dinheiro?
Investigações apontam que o cantor MC Ryan SP era o líder da organização acusada de movimentar 1,6 bilhão de reais para o crime organizado
A Polícia Federal afirmou nesta quarta-feira, 15, que os funkeiros MC Ryan SP (à direita na foto) e MC Poze do Rodo, assim como o criador da página de fofocas Choquei, Raphael Sousa Oliveira, e outros influenciadores, exerciam um papel fundamental na quadrilha acusada de movimentar 1,6 bilhão de reais para o crime organizado.
Ryan SP, Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira e mais 28 pessoas foram presas no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada no começo da manhã desta quarta.
Segundo os investigadores, o cantor MC Ryan SP era o líder da estrutura criminosa.
O funkeiro foi identificado como "líder e beneficiário econômico da engrenagem, utilizando empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais".
As investigações apontam que a gestão financeira de Ryan era operada por Tiago de Oliveira, acusado de atuar como "braço direito" e procurador de Ryan.
"As mensagens acessadas pela Polícia Federal revelaram que Tiago teria atuado em diversas tratativas financeiras e imobiliárias em favor de Ryan, dentre elas a negociação de um imóvel de alto padrão, demonstrando ciência das irregularidades da cadeia de propriedade, assumindo papel de pessoa interposta e facilitadora para viabilizar o controle do bem antes da posse formal, contribuindo para a aparência de regularidade da operação", afirmaram.
Influenciadores
A PF afirmou que o esquema atuava sob um "escudo de conformidade", definido pela projeção artística e pelo alto engajamento dos envolvidos.
A organização usava influenciadores para naturalizar as movimentações financeiras vindas do tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais.
PCC
A PF também apura a conexão entre o esquema liderado por Ryan SP e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Para os investigadores, há indícios de que Frank Magrini, o operador financeiro da organização, teria financiado o começo da carreira de Ryan, em 2014.
A relação, segundo a PF, envolvia o pagamento de "mensalidades" sistemáticas à facção por locais comerciais do grupo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)