Por que Trump não gostou do show do intervalo do Super Bowl
Para o presidente americano, a apresentação de Bad Bunny foi uma "afronta à grandeza da América"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou no domingo, 8, do show do cantor Bad Bunny (foto) no intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano.
Para o presidente americano, a apresentação do rapper porto-riquenho foi uma "afronta à grandeza da América".
"O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo. Esse 'show' é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias — incluindo o melhor mercado de ações e planos de aposentadoria 401(k) da história! Não há nada de inspirador nessa bagunça de show do intervalo e, com certeza, receberá ótimas críticas da mídia de notícias falsas, porque eles não têm a menor ideia do que está acontecendo no mundo real. Aliás, a NFL deveria substituir imediatamente sua nova e ridícula regra do kickoff. FAÇA A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!", escreveu Trump durante o terceiro quarto do jogo entre Seattle Seahawks e o New England Patriots.
Trump já havia reclamado da NFL em outubro por escolher Bad Bunny, que canta basicamente em espanhol, como atração do intervalo.
Bad Bunny também não é fã de Trump
O rapper porto-riquenho declarou apoio à ex-vice-presidente Kamala Harris nas eleições americanas em 2024.
Na cerimônia do Grammy 2026, na qual conquistou o prêmio pelo álbum do ano, o principal do evento, Bad Bunny protestou contra a política anti-imigração do governo Trump.
“Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA)”, disse.
O ICE vem conduzindo violentas operações para a retirada de imigrantes ilegais dos EUA.
“Não somos selvagens, não somos animais, não somos extraterrestres. Somos seres humanos e somos americanos”, acrescentou o cantor, sob fortes aplausos.
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