PF convoca Eduardo Bolsonaro de volta ao trabalho
Antes de ser eleito como deputado federal, o filho de Jair Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão da PF
A Polícia Federal determinou o "retorno imediato ao exercício do cargo efetivo em sua lotação de origem" de Eduardo Bolsonaro, cujo mandato foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em dezembro de 2025.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 2.
Antes de ser eleito pela primeira vez como deputado federal em 2014, Eduardo Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão da PF.
A decisão abre caminho para a tomada de "providências administrativas e disciplinares cabíveis" contra Eduardo.
Eis a íntegra do ato declaratório da PF, assinado por Licinio Nunes de Moraes Netto, diretor substituto de Gestão de Pessoas da Polícia Federal.
"O DIRETOR DE GESTÃO DE PESSOAS DA POLÍCIA FEDERAL SUBSTITUTO, no exercício de suas atribuições regimentais, declara a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025.
Do policial federal EDUARDO NANTES BOLSONARO, matrícula PF nº 18.307 e SIAPE nº 1.805.042, com retorno imediato ao exercício do cargo efetivo em sua lotação de origem - DPF/ARS/RJ, nos termos do art. 94 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional, informando que a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis."
A cassação de Eduardo Bolsonaro
A Mesa Diretora declarou, em 18 de dezembro, a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A decisão levou em conta o excesso de faltas do parlamentar, filho do ex-presidente da República.
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, alegando ser vítima de perseguição política no Brasil.
Em novembro, o ex-deputado se tornou réu de uma ação penal por obstrução de Justiça.
Segundo a PGR, Eduardo tentou interferir, a partir dos Estados Unidos, no julgamento que levou à condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por liderar uma organização criminosa voltada a mantê-lo no poder após a derrota eleitoral de 2022.
O órgão afirma que a atuação do deputado buscou pressionar ministros do STF e criar obstáculos ao andamento da ação penal.
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