Os surtos de Maduro no 'inferno' de Brooklyn
Ditador venezuelano passa noites entre gritos e solidão enquanto aguarda julgamento no tribunal americano
O ditador venezuelano Nicolás Maduro tem descoberto que a vida no Centro Metropolitano de Detenção do Broonklyn, em Nova York, não é tão glamourosa quanto os luxos do Palácio de Miraflores.
Segundo reportagem da ABC da Espanha, fontes relatam que o ex-chefe do regime chavista passa as noites gritando frases como:
"Eu sou o presidente da Venezuela. Digam ao meu país que fui sequestrado e que aqui nos maltratam".
"Inferno na Terra"
A prisão, apelidada de "inferno na Terra", já recebeu detentos famosos.
Por lá, também passaram: o rapper Sean 'Diddy' Combs, Ghislaine Maxwell - esposa do financista Jeffrey Epstein, o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, e o antigo chefe da inteligência venezuelana, Hugo El Pollo Carvajal.
Acusado de conspiração por narcoterrorismo, Maduro está preso sozinho em uma cela de três metros por dois.
O local conta com uma cama de metal fixa à parede, um banheiro e uma pequena janela por onde passa um feixe de luz natural.
"Os detidos podem sair três vezes por semana durante uma hora, sempre com algemas nos pés e nas mãos e escoltados por dois guardas e, durante esse tempo, podem tomar banho, usar o telefone, usar o e-mail sob supervisão ou sair para um pequeno pátio ao ar livre cercado por grades", diz a reportagem.
Julgamento
Junto com Maduro, sua esposa, Cilia Flores, também aguarda julgamento ou sentença definitiva.
A dupla foi capturada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, durante uma operação em Caracas.
Em 5 de janeiro, o ditador compareceu perante o juiz Alvin Hellerstein, em Manhattan, e se apresentou como "Presidente da República da Venezuela".
Na primeira audiência, alegou ter sido "sequestrado".
A próxima ida de Maduro ao tribunal americano está marcada para o fim de março.
Realidade
O cientista político venezuelano José Vicente Carrasquero afirma que Maduro está vivendo "um pouco" do que milhares de venezuelanos passaram.
No entanto, ele faz a ressalva de que o ditador ainda possui direito à defesa, o que a maioria dos perseguidos não teve.
"Não um dois nem três, milhares de venezuelanos foram submetidos a uma situação parecida com o agravante de que não tinham advogado defensor, nem tinham direitos, não é? Eram desaparecidos. Ainda hoje tem gente aparecendo", diz Carrasquero.
Maduro agora se confronta com a realidade de quem, por anos, submeteu o próprio povo às piores condições possíveis.
Durante seu regime, frequentava restaurantes de luxo, gastava milhões de dólares e perseguia opositores com o poder do Estado.
Hoje, ele espera sua vez na justiça americana, em meio ao rigoroso inverno, onde a rotina é ditada por guardas, não por sua caneta.
Leia também: Maduro terá um julgamento justo?
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Comentários (1)
ISABELLE ALÉSSIO
2026-03-13 02:09:57👀🏆👏🏻