O que mais tem prejudicado Lula nas redes?
Transferências de Lulinha, escândalo de Daniel Vorcaro e guerra no Irã afetaram o desempenho digital do presidente
O presidente Lula (foto) não teve uma semana fácil.
Transações de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foram expostas na imprensa, mostrando que o petista mandou 700 mil reais ao rebento.
Além disso, conversas de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, com a namorada mostram que o banqueiro saiu aliviado de um encontro com o petista, que ainda teria mobilizado o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira e o ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa em uma reunião fora da agenda oficial.
Segundo a empresa Datrix, que monitora o desempenho digital dos presidenciáveis nas redes, o que mais tem impactado negativamente o presidente é o seu filho Lulinha.
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Em seguida, o tema que mais tem afetado Lula é a guerra no Irã.
"Vorcaro ainda não é um tema relevante para Lula ou para Flávio Bolsonaro, pelo menos até hoje. Mas é claro que isso pode mudar amanhã", diz João Paulo Castro, cientista de dados e CEO da Datrix.
Lula foi o nome mais citado no debate digital sobre a guerra, com 21,47 mil menções relacionadas ao tema.
Essas publicações geraram cerca de 900 milhões de impressões e 24,5 milhões de interações.
Apesar da maior visibilidade, o sentimento predominante nas redes foi negativo, segundo a Datrix.
Cerca de 82% das menções a Lula sobre o tema tiveram tom crítico, enquanto 12% foram neutras e apenas 6% foram positivas.
"Grande parte dessas críticas associou o presidente a narrativas que o vinculam a regimes autoritários ou a organizações classificadas como terroristas."
"Outra frente de repercussão foi a reação à nota do Itamaraty, que condenou os ataques, criticada por opositores nas redes."
Itamaraty
Na semana passada, o Itamaraty divulgou uma nota sobre os ataques israelenses e americanos ao Irã.
"O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", diz a nota.
"O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil."
"As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem."
"O embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança."
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