O funk terapêutico do Pilili (ou da Pilili)
Vídeo publicado pelo canal Canta Direita tira sarro das nossas desgraças, como a arrogância dos ministros do TSE ou as conspirações dos eleitores
O vídeo satírico Funk da Urninha Eletrônica (foto), feito com inteligência artificial pelo canal Canta Direita, é uma das coisas mais terapêuticas já publicadas pela internet brasileira.
A sucessão de imagens e os detalhes inebriam o telespectador.
Logo no início, o mascote Pilili, lançado esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), faz o "L" com a mão.
Em seguida, quem aparece para a festa é um animado Bob Esponja com a camiseta do Flamengo, com os olhos vermelhos, um baseado numa mão e um fuzil na outra.
A cada novo detalhe percebido pelo telespectador ao longo de quase 3 minutos, a sensação de vertigem aumenta, despertando a curiosidade e gerando mais risos.
Por que um cigarro de maconha? Por que um fuzil? Por que o Flamengo?
Nada tem explicação. É hipnótico.
A letra traz todas as teorias conspiratórias do bolsonarismo nas últimas eleições.
"Pilili, pilili, pilili, alguém votou por mim."
"Não boto a mão no fogo na hora de digitar."
"Vai imprimir pra conferência? Não, nem auditar."
"É pela democracia."
"Faltando o Nordeste ainda."
O sentimento de desolação é completo.
Não há argumento racional que possa fazer com que as pessoas que desconfiam das urnas acreditem no sistema (mesmo com todos eles votando este ano).
O Pilili muito menos terá qualquer chance de mudar a opinião dessas pessoas.
E também não há nada que mude a cabeça dos nossos ministros do TSE, que pensam estar promovendo o bem para o país ao dizer no site oficial que "sem gênero definido, pois nasceu da inspiração de uma máquina, a mascote representa a neutralidade, sem estereótipos".
"É pela democracia", diz o funk.
Também não há nada que possa ser feito para que os ministros do TSE ou do Supremo Tribunal Federal (STF) contenham os ânimos e atuem com imparcialidade nas próximas eleições, evitando atos de censura.
O Brasil está perdido, e só nos resta rir de tudo isso.
Eis a capacidade curativa do humor.
Se você assistiu ao vídeo, não importa quantas vezes, já percebeu que a música chiclete não sai da cabeça.
Pilili, pilili, pilili, alguém votou por mim.
Bom final de semana!
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