O blá-blá-blá de Gleisi em defesa do STF
Deputada do PT reservou os minutos finais de seu discurso na cerimônia de posse de José Guimarães para defender os ministros da Corte
A deputada e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) reservou os minutos finais de seu discurso na cerimônia de posse de José Guimarães como ministro da Secretaria de Relações Institucionais para defender o Supremo Tribunal Federal.
A manifestação ocorreu diante do pedido de indiciamento de três ministros do STF --Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes-- pelo relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Eis o que disse a ex-ministra de Lula, agora pré-candidata ao Senado pelo Paraná.
"Aliás, o Supremo Tribunal Federal é uma instituição federal que tem um papel muito relevante para a defesa e fortalecimento da democracia brasileira.
E é sobre ela e com ela que termino aqui a minha fala. É dever dos Poderes deste país defender e fortalecer ainda a frágil democracia que temos na história secular desse país. Tivemos soluços democráticos e o período mais longevo iniciou-se com a Constituição da década de 80. E, recentemente, essa democracia foi ameaçada por uma tentativa de golpe. Não podemos esquecer disso, sob pena de ser repetido.
A pacificação de um país não se faz pela ausência ou relativização de responsabilidades ou penas, mas pela justiça assentada em regras claras e existentes dentro do devido processo legal. É nosso dever não permitir retrocessos na democracia do nosso país."
Indiciamento de Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou o relatório da comissão. No documento, foram indiciados os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
No caso do ministro Dias Toffoli, são citados julgamentos em situação de suspeição, decisões e comportamentos que, segundo o relator, indicam conflito de interesses e interferência em investigações.
Já Alexandre de Moraes é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes, com o Banco Master.
Ele também é acusado de atuar para restringir o alcance das apurações da CPI.
Ao decano Gilmar Mendes, o relatório atribui conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, comprometendo as investigações realizadas pela comissão.
Em relação ao procurador-geral Paulo Gonet, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades.
Para a comissão, houve falha no cumprimento das atribuições institucionais do PGR.
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Comentários (1)
Marcos
2026-04-14 20:09:23E EU AQUI PRECISANDO DESSES PAPÉIS QUE ESTÃO NA MÃO DELA.