"Não temos esperança de que muitos presos políticos sejam libertados"
Presidente da ONG Prisoners Defenders reagiu com ceticismo ao indulto de mais de 2.010 presos políticos anunciado pela ditadura cubana
O presidente da ONG Prisoners Defenders, Javier Larrondo, reagiu com ceticismo ao indulto de mais de 2.010 presos políticos anunciado pelo ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, na quinta-feira, 2.
A Crusoé, o ativista cubano afirmou "não ter esperança de que muitos presos políticos sejam libertados".
Só no mês de março, a ONG contabilizou 31 novos presos políticos na ilha, sendo 24 deles após protestos pacíficos.
"Ao mesmo tempo, fingem ser os bonzinhos, os benevolentes, como dizem, e anunciam indultos, inclusive de 2.010. Bem, eles excluíram explicitamente os crimes contra a autoridade, que são os mais comuns entre os presos políticos. Portanto, não temos muita esperança de que muitos presos políticos sejam libertados. Certamente haverá alguns, para criar ambiguidade, de modo que, quando for anunciado que tal preso político foi libertado, as manchetes o associem à libertação de um preso político. "Estão jogando esse jogo", afirmou Larrondo.
"Bem, o mundo já sabe que a libertação do ano passado foi uma fraude, e a deste ano também, e eles estão revogando os indultos de muitos presos", acrescentou.
Para o presidente da Prisoners Defenders, o regime cubano tenta, mais uma vez, enganar a opinião pública e a imprensa internacional.
"Enquanto tudo isso acontece em Cuba, estão tentando nos enganar. Bem, precisamos estar preparados. As ONGs acompanharão de perto tudo o que acontecer e tentaremos esclarecer os fatos para que essa farsa não dure nem 15 dias. Veremos o que acontece. E, se Deus quiser, e libertarem alguns presos políticos, mesmo que poucos, teremos que comemorar com suas famílias, mas não temos muita esperança de que essa medida seja séria, verdadeiramente séria. O que Cuba precisa para que haja uma libertação substancial de presos políticos é uma libertação real", completou.
“Cuba também vai cair”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem dito que o regime cubano está próximo do fim.
Durante evento na Casa Branca em março, o republicano indicou que seu governo pretende negociar com a ilha após o encerramento do conflito militar no Irã.
“Queremos terminar isso primeiro”, disse Trump, em referência à guerra contra o Irã. Em seguida, acrescentou que “será apenas uma questão de tempo” até que os exilados voltem para Cuba.
Ao portal Politico, Trump disse que “Cuba também vai cair”, e que o país “deseja muito fechar um acordo” com os EUA, atribuindo essa disposição ao estrangulamento econômico promovido por sua administração: “Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, ou cortamos tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte”.
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