Na Casa Branca, o que Lula mais temia
Senador Flávio Bolsonaro tem um encontro marcado com Donald Trump na próxima semana
Não adiantou nada a visita de Lula ao presidente americano Donald Trump na Casa Branca no início de maio.
Nesta quinta, 21, foi veiculada a notícia de que o senador Flávio Bolsonaro será recebido por Trump na próxima semana.
A informação foi divulgada pelo portal Cláudio Dantas e confirmada por O Antagonista, que apurou também que a agenda já estava marcada antes da confusão deflagrada pelo filme Dark Horse.
Era o que o petista mais temia.
Interferência externa
Flávio, pré-candidato a presidente, não é um representante do governo brasileiro.
Ao encontrar-se pessoalmente com ele, e ainda por cima na Casa Branca, Trump dá um sinal claro de que tentará interferir na eleição brasileira, como já fez com a Argentina e tantos outros países.
"O lulismo sabe que a força de Trump não está apenas nos Estados Unidos. Ela está na capacidade de transformar eleições locais em disputas ideológicas globais", escreveu o estrategista eleitoral Wilson Pedroso, da Realtime Big Data, na Crusoé.
A reunião, por si só, será um endosso de Flávio, justamente no momento em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta abafar as notícias de que pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme sobre seu pai.
A visita também pode quebrar a ideia de que Lula é um ás da diplomacia internacional, capaz de se entender com qualquer um para defender os interesses brasileiros.
Terroristas
E tem mais. Trump ainda poderá tomar decisões que desagradam ao governo brasileiro, aconselhado por Flávio Bolsonaro.
O pior cenário para Lula é aquele em que o governo dos Estados Unidos declara como terroristas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O petista tem se declarado contra uma possível decisão americana de classificar esses grupos como terroristas, afirmando que isso poderia violar a soberania nacional.
Quando o assunto veio à tona, no ano passado, Lula foi visto como conivente com os criminosos e viu sua aprovação cair.
Pesquisa Realtime Big Data feita a pedido de Crusoé em março deste ano mostrou que 79% dos brasileiros querem que Lula declare PCC e CV como terroristas.
Se Trump contrariar Lula e concordar com Flávio nessa questão, o petista terá de gastar muita lábia no palanque para convencer os brasileiros de que é ele que está do lado certo.
Leia em Crusoé: Fique longe, Trump
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Jorge Antonio Mercanti
2026-05-21 15:50:43A visita de Flávio a Trump poderá, realmente, contrariar os interesses de Lula, no entanto, tem um pequeno potencial de favorecer Flávio, uma vez que a popularidade de Trump está baixa também no Brasil. Pode até prejudicar a campanha de Flávio.