Moro equipara Lula a Floriano Peixoto após rejeição de Messias
AGU teve indicação ao STF barrada por 42 votos a 34; Em 1894, cinco nomes foram rejeitados pelo Senado
O senador Sergio Moro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 29, que o presidente Lula (PT) se junta ao ex-presidente Floriano Peixoto após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo plenário do Senado Federal.
A comparação ocorre pelo fato de Messias se tornar o primeiro indicado a ser rejeitado pela Casa desde 1894.
Naquele ano, durante o governo de Floriano Peixoto, cinco nomes foram barrados: Barata Ribeiro, Innocêncio Galvão de Queiroz, Ewerton Quadros, Antônio Sève Navarro e Demosthenes da Silveira Lobo. Com a rejeição, a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula (PT) terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
Rejeição
No plenário, a indicação de Messias foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Messias acompanhou a votação do gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi o relator da indicaçâo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Mais cedo, a indicação feita pelo presidente Lula (PT) havia sido aprovada pela CCJ do Senado, por 16 votos a 11.
A votação no colegiado foi concluída após sabatina, em que Messias falou sobre diferentes temas.
Ele disse que o 8 de janeiro de 2023 “foi um dos episódios mais tristes da história recente“. Segundo o parlamentar ainda, os atos daquela data fizeram “muito mal ao país“.
Messias aceita derrota
Após a derrota, Messias afirmou que recebe com serenidade a rejeição de seu nome pelo Senado.
Em coletiva de imprensa, Messias disse que participou da sabatina “de alma leve e coração aberto” e ressaltou que faz parte da vida lidar com derrotas.
"Eu queria agradecer a presença de toda imprensa. Sou grato a Deus. Eu cumpri meu desígnio. Participei de forma íntegra e franca. Fui submetido a quase cinco meses de um escrutínio, fui recebido por senadores de forma generosa. Não tenho nada a falar sobre a conduta de ninguém. Acho que, cada um, cumpre um propósito. Eu cumpri o meu.
Participei da sabatina de alma leve, coração aberto, demonstrei o que sinto. A vida é assim. Tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar. O Senado é soberano. O plenário falou. Agradeço os votos que recebi, faz parte saber ganhar e perder. Estamos diante de um processo que tem um grande significado. Não é simples por alguém com minha trajetória passar por uma reprovação. Eu aprendi que minha vida está nas mãos de Deus. Deus tinha um plano. Eu cumpri o meu propósito”, disse.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi o relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), elogiou o nome de Messias apesar da derrota no Senado.
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