Lula viaja para tentar engambelar Trump
Brasileiro teme que presidente americano declare Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas
O presidente Lula viaja nesta quarta, 6, para os Estados Unidos.
Na quinta, 7, o brasileiro tem um encontro marcado com o presidente Donald Trump na Casa Branca, para falar de temas econômicos e de segurança.
O vice-presidente Geraldo Alckmin disse à imprensa que Lula tentará um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais. "Podemos fazer muita parceria nessa área: controle de fluxo financeiro, investigação", disse Alckmin.
Lula quer se antecipar com a proposta de um acordo na área de segurança para evitar o pior cenário, aquele em que o governo dos Estados Unidos declara como terroristas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
É esse o pavor de Lula.
O petista tem se declarado contra uma possível decisão americana de classificar esses grupos como terroristas, afirmando que isso poderia violar a soberania nacional.
Quando o assunto veio à tona, Lula foi visto como conivente com os criminosos e viu sua aprovação cair.
Pesquisa Realtime Big Data feita a pedido de Crusoé em março deste ano mostrou que 79% dos brasileiros querem que Lula declare PCC e CV como terroristas.
Para 46% dos entrevistados, a atuação do governo Lula no enfrentamento das organizações criminosas tem sido “péssima”, e para 34%, “ruim”.
Apenas 12% consideram o combate “bom”, enquanto 8% o classificam como “ótimo”.
A pesquisa indicou ainda que 66% dos brasileiros eram favoráveis a uma iniciativa do presidente americano de declarar o PCC e o CV como organizações terroristas.
Caso o PCC e o CV sejam designados terroristas pelos americanos, fornecer "apoio material" a esses grupos passaria a ser considerado crime.
Ativos financeiros poderiam ser bloqueados e transações, proibidas. Membros ou associados poderiam ter visto negado ou ser deportados.
Lula sabe que um anúncio americano, com a campanha oficial prestes a começar, minaria ainda mais as suas chances de reeleição.
Para evitar essa possibilidade, o brasileiro tentará contar alguma lorota ao americano, prometendo mais segurança nas fronteiras.
Trump, porém, não costuma ser convencido tão facilmente.
Leia em Crusoé: De faccionados para terroristas
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