Lula se preocupa com as vítimas do Holocausto?
Petista chegou a ser declarado persona non grata em Israel após comparar Holocausto às ações de Israel contra o Hamas
O presidente Lula (PT) publicou nesta terça, 27, em suas redes sociais, uma nota em memória pelas vítimas do Holocausto.
A publicação foi feita horas após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamá-lo de "antissemita" ao participar da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Israel.
Segundo o petista, é necessário “recordar os horrores que a Humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”.
“(É preciso) lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída” afirmou.
Lula afirmou se tratar de um dia de "recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo. Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”.
Antissemita?
Flávio disse que a acusação sobre Lula ser "antissemita" se baseia em ideias, assessores, palavras e ações do petista.
"Sob a presidência de Lula, a política externa brasileira sofreu uma profunda falha moral. Deixe-me ser bem claro: Lula é antissemita. Isso não é um slogan, nem um exagero. Baseia-se em suas ideias, em seus assessores, em suas palavras e em suas ações. O principal articulador da política externa de Lula, seu principal assessor, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que elogia o Hamas e o apresenta como um grupo político normal. O Hamas não é um grupo de resistência. O Hamas é uma organização terrorista. O mesmo grupo que assassinou famílias israelenses inocentes em 7 de outubro. Isso demonstra que o que vemos hoje não é um acidente, não é um erro, é uma ideologia, e essa ideologia não fica apenas no papel. Ela se transforma em ação governamental.
No início de 2023, o governo brasileiro permitiu a entrada em um porto brasileiro de navios de guerra iranianos, de um regime que abertamente defende a destruição de Israel. Após o massacre do Hamas em 7 de outubro, enquanto Israel ainda lamentava suas vítimas, Lula se apressou em acusar Israel de agir de forma violenta e injusta. Quando cidadãos brasileiros deixaram Gaza em novembro de 2023, Lula aproveitou o momento não para condenar o Hamas, mas para atacar Israel. A partir de 2023, o Brasil votou repetidamente contra Israel nas Nações Unidas e em outros organismos internacionais. Em fevereiro de 2024, Lula ultrapassou os limites morais ao comparar as ações de Israel ao Holocausto e ao fazer uma declaração absurda que insultou o povo judeu e minimizou o pior crime da história. O Brasil, então, retirou seu embaixador de Israel, interrompeu a cooperação militar com empresas israelenses, apresentou falsas acusações de genocídio contra Israel em tribunais internacionais e se recusou a aprovar um novo embaixador para Israel.po
Esses não são erros isolados. Eles representam uma parceria clara e intencional. Senhoras e senhores, falo hoje não apenas como senador, mas como candidato à presidência do Brasil."
Os ataques de Lula a Israel
Desde outubro de 2023, quando terroristas do Hamas assassinaram 1.200 pessoas e levaram 251 reféns para a Faixa de Gaza, Lula fez diversos ataques a Israel, hesitando em condenar o grupo terrorista.
O petista acusou o governo de Benjamin Netanyahu de cometer "genocídio" em Gaza e comparou o Holocausto às ações de defesa de Israel contra os terroristas do Hamas.
O presidente brasileiro chegou a ser declarado persona non grata em Israel após a comparação.
Leia também: A escalada de antissemitismo no governo Lula
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Comentários (1)
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2026-01-28 13:59:10O DESCONDENADO SÓ SE PREOCUPA COM ELE PRÓPRIO.