Lula, quatro ministros do STF e uma garrafa de uísque
Petista participou de uma conversa informal com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin
O cafezinho de Lula (PT) com Alexandre de Moraes não foi o único momento informal que o presidente da República teve com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em julho.
O petista também participou de uma conversa "regada a uísque", segundo O Globo, com quatro integrantes da Corte.
Além de Moraes, participaram da reunião os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Os dois últimos foram indicados pelo petista ao tribunal.
A conversa
Conforme a publicação, Lula e os ministros do STF trocaram impressões sobre o cenário eleitoral.
O petista também sinalizou aos magistrados não ter desistido da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF.
O Senado rejeitou a indicação de Messias em 29 de abril, impondo uma significativa derrota ao presidente da República no Congresso.
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O cafezinho de Lula com Moraes
Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção de leis voltadas à proteção das mulheres, realizada em 29 de julho, Lula convidou Moraes para “tomar um cafezinho”.
“Vamos tomar um café? Vamos tomar um cafezinho?”, diz Lula a Moraes, que respondeu com um aceno positivo.
A cena foi registrada pelas câmeras de televisão, que mostraram um Moraes tenso.
Nem Moraes nem Lula falaram sobre o assunto do cafezinho. Não houve pronunciamento oficial.
Lulinha
Como apontou Crusoé, não é difícil especular qual foi o assunto tratado por Lula e Moraes naquele café.
Ao longo daquele mesmo dia, um processo importante transcorreu no STF, envolvendo Lulinha, o filho do presidente.
Dias antes, em 24 de julho, a Polícia Federal solicitou ao Supremo uma investigação sobre Lulinha.
A suspeita é de tráfico de influência: Lulinha vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamento.
Por causa do plantão judiciário, o processo foi remetido ao presidente em exercício da Corte, Alexandre de Moraes.
Moraes enviou um pedido à Procuradoria-Geral da República para avaliar se o novo inquérito teria conexão com a Operação Sem Desconto, que investiga o escândalo do INSS.
A PGR entendeu que um novo inquérito deveria ser aberto, em separado.
Com isso, o novo pedido de investigação foi para sorteio entre os ministros do STF, para ver quem seria o relator.
E a nova investigação caiu com André Mendonça.
Essa foi uma péssima notícia para o presidente Lula.
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