Lula perdeu o controle
Ninguém acreditou no pacote contra o crime organizado do presidente, que não gostou da designação de PCC e CV como terroristas pelos EUA
O senador Flávio Bolsonaro não é presidente do Brasil, mas foi ele que conseguiu arquitetar a medida que mais terá impacto no combate ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Flávio pediu e o presidente americano Donald Trump atendeu, designando CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras.
Bancos brasileiros poderão sofrer sanções se tiverem algum vínculo com essas organizações.
A insegurança jurídica vai aumentar.
Mas qual será o resultado disso?
Bancos e demais instituições financeiras vão cobrar mais ação das nossas autoridades para detectar e avisar qualquer possível conta do PCC ou do CV, antes que os Estados Unidos façam alguma coisa. Também terão de melhorar seus processos internos.
"Qualquer instituição financeira, corretora de criptoativos ou agente político no Brasil que, voluntariamente ou por negligência grave, facilitar a circulação de capitais do PCC e CV enfrentará um risco alto demais, algo que forçará bancos e fintechs a endurecerem drasticamente seus controles internos, destruindo a rede de proteção institucional do crime", escreveu Márcio Coimbra na Crusoé.
Quem der apoio a essas organizações criminosas poderá ser punido diretamente pelos americanos.
Qual brasileiro será contra isso?
BNDES em ação
A designação de PCC e CV como organizações terroristas terá impacto real a partir de 5 de junho.
Lula, já prevendo esse cenário, anunciou no dia 12 deste mês um pacote contra o crime organizado de 11 bilhões de reais.
A pérola: dinheiro do BNDES para financiar a compra de viaturas e de motos.
Parece piada.
Ninguém acreditou.
Ninguém deu importância.
Sempre que Flávio toma a dianteira, fica mais claro que o presidente não governa mais o país.
Na posse do presidente chileno José Antonio Kast, em março, Lula simplesmente não foi.
Mandou o chanceler de ofício, Mauro Vieira.
Quem compareceu foi Flávio Bolsonaro, que aproveitou a ocasião para se encontrar com vários políticos da região, como Javier Milei, Juan Guaidó, María Corina Machado, Rodrigo Paz e Daniel Noboa.
Não existe vácuo na política. Nem na diplomacia.
Leia em Crusoé: Lula não é mais o presidente do Brasil
Lula só pensa em sua campanha para a reeleição. Tudo o que ele faz tem esse objetivo.
Meteorologistas estão alertando desde o final do ano passado para o perigo de um Super El Niño. O governo federal ignora o assunto.
Na segunda, 26, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino intimou a União e os estados da Amazônia Legal e do Pantanal a informarem, em até dez dias, como estão se preparando para lidar com o El Niño.
Dino tratorou, como sempre. E usou a inação do governo federal como desculpa.
Leia em Crusoé: Dino governa enquanto Lula discursa
O máximo que o governo Lula consegue é fantasiar os deputados oficialistas para aprovar na Câmara uma emenda constitucional para acabar com a escala 6X1.
Leia em Crusoé: O populismo da PEC 6X1
A medida é impraticável e estava sendo instrumentalizada apenas como propaganda eleitoral.
Se o Senado for minimamente responsável, o projeto não passará.
O que o brasileiro prefere?
Uma emenda inviável, prometendo milagres e ameaçando empregos, ou uma ação concreta contra CV e PCC?
O Lulômetro, tracking diário da popularidade do presidente feito pela Realtime Big Data, da próxima segunda-feira trará a resposta.
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Comentários (1)
Rosa
2026-05-29 11:00:12Só isso? Este assunto merece mais ângulos.