Lula não é mais o presidente do Brasil
Petista arruma desculpa para não representar o Estado brasileiro no exterior e também não governa mais o país
O presidente Lula (foto) não representa mais o Estado brasileiro. Tampouco governa o país.
Sem qualquer compromisso importante na agenda, o petista decidiu não ir para a posse de José Antonio Kast, o novo presidente do Chile.
Com isso, o Brasil perdeu a chance de projetar influência na América Latina.
Como não existe vácuo em política, Flávio Bolsonaro assumiu o lugar de presidente na cerimônia, em Valparaíso.
Em um vídeo divulgado no Instagram, Flávio aparece dando um abraço no presidente da Argentina, Javier Milei, com quem conversa animadamente.
Flávio também fala com o novo presidente do Chile, Kast, e com os venezuelanos Juan Guaidó e María Corina Machado.
Também aperta a mão do presidente boliviano, Rodrigo Paz, e do presidente equatoriano, Daniel Noboa.
Ainda que o governo brasileiro tenha enviado o ministro de Relações Exteriores de ofício, Mauro Vieira, ao Chile, foi Flávio quem atuou como presidente do Brasil.
Ninguém na América Latina acredita que Mauro Vieira seja o chanceler de facto do Brasil. É Celso Amorim quem manda em tudo, do Palácio do Planalto.
E a escolha de Amorim e de Lula foi se eximir da reponsabilidade.
"O Lula foi muito pequeno com essa postura, porque ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele", afirmou Flávio.
Palanque
O petista corre o risco de terminar seu mandato tendo ficado quatro anos sem descer do palanque.
Sua recusa em ajustar as contas públicas do país, cortando gastos, fez com que os juros subissem a 15% ao ano.
Juros altos afetam diretamente a situação dos brasileiros.
Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada na quarta, 11, aponta que 80,2% dos brasileiros possuem dívidas, sendo que 30% deles têm parcelas em atraso.
Não há programa assistencialista que ajude a amenizar essa situação.
O homem que seria o responsável por impedir isso chama-se Fernando Haddad, que na próxima semana deve deixar o cargo (leia o artigo Haddad tem nota para passar, mas sem brilho, de Roberto Ellery, nesta edição de Crusoé).
Dos 38 ministros, pelo menos 20 devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições.
E Lula abriu mão de fazer negociações políticas no Congresso.
O presidente queria que os brasileiros estivessem falando de escala 6X1, isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais e lei para entregadores de aplicativos e motoristas, mas só se fala em Banco Master e CPMI do INSS — dois assuntos que machucam a imagem de Lula e do Supremo Tribunal Federal.
O cargo de presidente do Brasil está vago.
Alguém quer?
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Comentários (2)
Andre Luis dos Santos
2026-03-13 21:27:10Duda, a verdade é que Lula NUNCA desceu do palanque. Esse cara é um palanqueiro profissional. Um vagabundo, que nem quando teve ampla aprovação popular e apoio no congresso (apoio comprado, by the way), teve coragem ou vontade de propor NENHUMA reforma relevante pro pais. Um ZERO, um NADA. E se o Flavio Bozo seguir ganhando pontos nas pesquisas, esse Lula vai arrumar uma desculpa qualquer pra não concorrer a reeleição, "ah, eu já fiz muito por esse paiff, tá na hora de eu curtir a vida com a Janja" ou qualquer outra desculpa de merda.
Clayton de Souza Pontes
2026-03-13 13:34:38Tem lógica. Governar é fazer escolhas, considerando que o orçamento é limitado. E o Lula preferiu gastar como se não houvesse futuro