Keiko Fujimori lidera com metade das urnas apuradas no Peru
Peruanos foram às urnas no domingo para escolher seu nono presidente em dez anos
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, a direitista Keiko Fujimori (foto), do partido Fuerza Popular, lidera a contagem de votos para presidente do Peru.
Com 53% das urnas apuradas, ela tem 16,95% dos votos válidos.
Também de direita, Rafael López Aliaga, do partido Renovación Popular, vem logo atrás, com 14,53%, seguido por Jorge Nieto Montesinos, do Buen Gobierno, com 12,8%.
Ricardo Cassinelli, do Obras, está em quarto lugar, com 9,84%; Carlos Loayza, do País para Todos, 8,45%; Roberto Palomino, do Juntos por el Perú, com 7,97%; e Pablo Nava, do Ahora Nación, 7,62%.
Ao todo, a eleição peruana teve 35 candidatos à Presidência, um novo recorde para o país.
Problemas
A contagem dos votos avança lentamente no Peru devido à falta de cédulas eleitorais e urnas.
O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), Piero Corvetto, admitiu no domingo, 12, problemas na distribuição do material eleitoral e determinou a prorrogação das eleições em algumas regiões.
Mais de 63 mil pessoas ficaram sem votar no domingo.
A votação foi retomada nesta segunda-feira, 13.
"Quero expressar minha solidariedade aos cidadãos a quem hoje foi negada a oportunidade de exercer seu direito de voto", disse Keiko Fujimori à imprensa.
Presidente interino do Peru
O Congresso do Peru elegeu, em 19 de fevereiro, o esquerdista José María Balcázar, do partido Perú Libre, como presidente interino do país.
Ele assumiu o cargo após a destituição de José Jeri, que ficou apenas quatro meses no cargo.
Com 64 votos, Balcázar foi eleito presidente interino em segundo turno, superando María del Carmen Alva, que recebeu 46 votos.
Balcázar foi o oitavo presidente a ocupar o cargo em dez anos.
Transição democrática
Quando assumiu, Balcázar prometeu uma transição democrática “pacífica e transparente”.
“Em primeiro lugar, garanto ao povo do Peru que haverá uma transição democrática e eleitoral pacífica, transparente, sem deixar margem para dúvidas sobre as eleições”, disse.
Ele também defendeu o fortalecimento do combate ao crime organizado, citando o grupo Tren de Aragua (TdA).
“O crime organizado não é mais o que era tradicionalmente; a quadrilha Tren de Aragua tem conotações de terrorismo internacional. E é por isso que deve ser punida por qualquer país do mundo”, afirmou, prometendo uma resposta coordenada e decisiva contra organizações criminosas transnacionais.
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