Jorge Rodríguez anuncia libertação de "número importante" de presos políticos
Presidente da Assembleia Nacional faz agradecimento especial a Lula e ao Catar
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez (foto), anunciou que o regime chavista começou a libertar "um numero importante" de presos políticos.
Em discurso nesta quinta, 8, Rodríguez afirmou: “O governo bolivariano, juntamente com as instituições do Estado, decidiu libertar um número significativo de cidadãos venezuelanos e estrangeiros, e esses processos de libertação estão ocorrendo a partir deste exato momento.”
"Nas próximas horas, haverá um número importante de pessoas venezuelanas e estrangeiras também. Queremos aproveitar sua pergunta para agradecer a quem sempre esteve ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena, à autodeterminação, à independência e à paz", continuou.
O número total das pessoas libertadas ainda não foi confirmado.
Lula e Catar
Rodríguez fez um agradecimento especial ao presidente Lula, ao Catar e ao ex-presidente espanhol José Luis Zapatero.
"Agradecemos ao presidente José Luis Zapatero [ex-presidente da Espanha] que, há dez anos, vem somando sua capacidade para trabalhar em conjunto com toda a convivência nacional. Agradecemos ao presidente Luiz "Lula" da Silva, agradecemos também ao governo do reino do Catar e, especialmente, queremos agradecer às instituições de Estado que atenderam ao chamado do governo bolivariano da presidente encarregada Delcy Rodríguez.
Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica e sua busca pela prosperidade”, acrescentou.
Jorge Rodríguez é irmão da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e considerado um dos principais negociadores do chavismo.
Balanço
Segundo a ONG Foro Penal, há 863 presos políticos no país.
Destes, 755 são homens, 106 são mulheres e um é menor de idade.
Do total, 687 são civis e 176 são militares.
Plano de Rubio
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, detalhou na quarta-feira, 7, a estratégia de três fases para a Venezuela após a captura de Maduro.
A explicação foi dada perante o Congresso americano.
Segundo Rubio, o plano americano busca evitar o colapso institucional da Venezuela e estabelecer bases para uma reconstrução política e econômica.
A segunda fase consiste justamente na libertação de presos políticos e a concessão de anistia à oposição.
“Um processo de reconciliação nacional começará na Venezuela para que as forças de oposição possam receber anistia e serem libertadas da prisão ou repatriadas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil”, afirmou.
Última fase
Segundo Rubio, a terceira e última fase do plano será a transição política propriamente dita. Desde a queda de Maduro, a vice-presidente do regime, Delcy Rodríguez, ocupou a administração interina da Venezuela.
A ideia dos Estados Unidos busca evitar um colapso imediato do país.
O próprio presidente Donald Trump confirmou que Delcy Rodríguez mantém contatos frequentes com Rubio, como parte do esforço para garantir uma transição controlada.
A decisão frustrou apoiadores de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, e do presidente eleito, Edmundo González, que gostariam de ver a dupla comandando o país imediatamente.
Mas os Estados Unidos entendem que seria temerário deixá-los à deriva, sem apoio das instituições, em solo venezuelano.
Leia mais: Rubio detalha plano em três fases para a Venezuela
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