Já pode festejar a derrubada da estátua do Lula?
Carnaval é tempo de galhofa, de subverter os costumes, de criticar os poderosos. É todo o oposto do que se viu no desfile bajulatório da Acadêmicos de Niterói
Carnaval é tempo de farra, de galhofa, de subverter os costumes, de mostrar o corpo, de trocar de máscara, de vestir fantasia, de tirar sarro de si próprio e dos outros e — claro — de criticar os poderosos.
É todo o oposto do que se viu no desfile bajulatório da Acadêmicos de Niterói feito para mitificar o já endeusado presidente Lula.
Daí que causou celeuma um vídeo nas redes sociais que mostra uma imagem gigante do petista, com a bandeira nacional, caindo de costas e pessoas comemorando e gargalhando.
Em uma das filmagens, um homem passa pela câmera celebrando com o braço erguido.
Em seguida, a estátua é mostrada sendo arrastada por um caminhão.
"Olha o estado do Lula como está. Final de Carnaval, olha o estado do Lula", diz alguém.
A cena evoca as derrubadas de estátuas dos ditadores Saddam Hussein, no Iraque, ou de Bashar Assad, na Síria.
O Brasil, claro, não tem ditadores.
Mas é uma República ainda não consolidada, onde as leis não estão acima de todos.
Ao desafiar as normas eleitorais, promovendo um desfile de Carnaval em sua própria homenagem, Lula mais uma vez se coloca acima das leis.
Foi o maior showmício de todos os tempos, nas palavras do estrategista eleitoral Roberto Reis, colunista de Crusoé.
Para os brasileiros republicanos que não suportam a arrogância do presidente e estão cansados de impunidade, não há como não esboçar um sorriso.
Um jornal de viés esquerdista prontamente saiu negando que não se tratava de uma derrubada da estátua do presidente, e sim de uma desmontagem programada na área de dispersão.
Nenhuma revolta popular no horizonte, portanto.
O espírito do Carnaval, contudo, resiste nos comentários das redes sociais.
"Que maravilha", diz um brasileiro.
"A queda já deu início", afirma outro.
"Meu Deus que coisa boa", escreve uma.
Como escreveu o músico petista Chico Buarque, não existe pecado do lado de baixo do Equador.
Quando é missão de esculacho, olha aí, sai de baixo, que eu sou professor.
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Comentários (2)
Olinha
2026-02-17 16:54:17Ótimo texto!
Ana Lúcia Amaral
2026-02-17 11:35:11Grande Duda!👏👏👏