"Israel venceu a batalha, Netanyahu perdeu a guerra"
Líder da oposição israelense, Yair Lapid criticou o primeiro-ministro israelense após o anúncio do acordo entre EUA e Irã
Diante do acordo de paz alcançado entre Estados Unidos e Irã, o líder da oposição israelense, Yair Lapid, afirmou nesta segunda-feira, 15, que Israel venceu a batalha, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu "perdeu a guerra".
"As Forças de Defesa de Israel cumpriram suas missões, Netanyahu não entregou o prometido. Ele desmoronou no momento da verdade. Se, durante a guerra, você enlouquece o presidente dos Estados Unidos com os assuntos do seu perdão, não se surpreenda se ele se voltar contra você no momento em que os interesses de vocês entrarem em conflito. Isso é o que ele entendeu de você e ouviu de você, que tudo são interesses e você não está lá pelas razões certas.
No dia 7 de outubro de 2023, aprendemos que Netanyahu já não consegue mais proteger a segurança e as vidas dos cidadãos de Israel. Em 15 de junho de 2026, aprendemos que ele já não consegue mais conduzir uma campanha diplomática. Chegou a hora de um governo diferente, chegou a hora de ele sair do palco", escreveu Lapid no X ao reproduzir os principais pontos de uma entrevista dada por ele após a reunião semanal do Yesh Atid, seu partido.
O acordo
Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz no domingo, 14, segundo declarações do presidente americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que “o acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído”. Ele também disse que o Estreito de Ormuz será reaberto e que os EUA suspenderão o bloqueio naval a portos iranianos.
“Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu o presidente americano.
Segundo o Ministério de Relações Exteriores do Irã, o fim da guerra no Líbano, onde atua o grupo terrorista Hezbollah, é “parte integrante” do acordo de paz feito com os Estados Unidos.
“O fim da guerra no Líbano é parte integrante do acordo para pôr fim à guerra. Já demonstramos no passado que estamos determinados nesse sentido. O fim do cessar-fogo no Líbano fazia parte do cessar-fogo de 10 de abril e, nesse aspecto, comprovamos na prática que estamos falando sério. Portanto, no futuro, certamente acompanharemos os desdobramentos com atenção e, sempre que necessário, utilizaremos todos os meios à nossa disposição para garantir que as outras partes cumpram suas obrigações”, disse Esmail Baghaei, porta-voz da pasta.
Pressionado a interromper os ataques ao Hezbollah, Israel não conseguiu eliminar o grupo terrorista libanês, conforme prometido por Netanyahu.
Israel também não conseguiu provocar uma mudança de regime no Irã, apesar das baixas provocadas em Teerã.
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