Irã exibe outdoor no centro de Teerã com porta-aviões americano destruído
"Quem semeia o vento colhe tempestade", diz o cartaz.
Autoridades iranianas instalaram um outdoor em uma praça central de Teerã mostrando com a imagem de um porta-aviões americano destruído.
A instalação ocorre em meio à chegada de um porta-aviões dos Estados Unidos na região do Oriente Médio.
"Quem semeia o vento colhe tempestade", diz o cartaz.
O Centcom, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio e partes da Ásia Central, anunciou que o navio "está estacionado atualmente no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regionais".
Em resposta, o Ministério das Relações iraniano prometeu uma "resposta contundente" que provocará "arrependimento perante qualquer agressão".
Mortes
De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização sediada nos Estados Unidos, 5.848 pessoas foram mortas durante as manifestações no Irã, motivadas pelo aumento do custo de vida e a rejeição ao regime teocrático.
O grupo monitora a repressão estatal aos atos iniciados no fim de dezembro, que questionam o sistema estabelecido desde a revolução de 1979.
O volume de prisões efetuadas pelas autoridades locais alcançou a marca de 41.283 pessoas até o momento. O regime iraniano apresenta dados divergentes sobre a crise interna, informando um balanço oficial de 3.117 óbitos na última semana.
Teerã atribui a maioria dessas mortes a ações de grupos classificados como vândalos, atingindo transeuntes e policiais. Entidades de direitos humanos contestam a versão oficial e acusam agentes públicos de disparar contra os participantes dos protestos.
Observadores internacionais indicam que o acesso à rede mundial de computadores permanece interrompido desde o dia 8 de janeiro. A medida visa limitar a circulação de registros e imagens sobre a atuação das forças de controle.
O grupo Netblocks atesta que a restrição digital busca mascarar a gravidade das operações contra a população civil. Canais de televisão no exterior citam números de vítimas ainda superiores aos levantamentos das ONGs.
O canal Iran International mencionou a possibilidade de 36.500 mortes em um intervalo de apenas dois dias em janeiro. Tal dado carece de confirmação imediata por agências de checagem devido às barreiras de comunicação impostas no país.
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