Gleisi culpa Eduardo Bolsonaro por "novo tarifaço americano"
Escritório do Representante Comercial dos EUA propôs tarifas de 25% sobre importações brasileiras com base na Lei de Comércio americana
A deputada e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) culpou o deputado cassado Eduardo Bolsonaro pelo "novo tarifaço americano", referindo-se às tarifas de 25% propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
"O novo tarifaço americano, resultado das articulações de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra o Brasil, tem como uma das principais justificativas que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes americanas - leia-se o PIX. O Brasil não pode e não vai ceder nada no Pix para as empresas americanas ficarem cobrando as taxas caríssimas dos cartões. O PIX é nosso, veio pra ficar e vamos defender essa conquista para o povo brasileiro.
É criminoso o que os Bolsonaros fazem contra o Brasil. Traidores da pátria, do povo brasileiro", escreveu a ex-presidente do PT no X.
Novas tarifas
O Escritório do Representante Comercial dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, após concluir que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano.
A decisão é respaldada pela seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Os atos e políticas considerados prejudiciais aos EUA estão relacionados ao “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
“Iniciei esta investigação ao abrigo da Secção 301 a pedido do Presidente Trump para abordar preocupações antigas e generalizadas dos EUA relativamente a certas políticas e práticas comerciais do Brasil. Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, em comunicado.
“Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação. Aguardo com expectativa a continuação do diálogo com o Governo brasileiro, antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a tomada de medidas corretivas”, acrescentou.
A decisão frustra o governo Lula, que tentava evitar novas tarifas dos EUA.
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