Flávio está emplacando como Bolsonaro “moderado”
Pesquisa Quaest indica queda na rejeição ao senador e mudança na percepção sobre sua moderação na comparação com os parentes
Caiu de 10 pontos percentuais para seis desde março a diferença entre aqueles que duvidam e acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, à direita foto) é mais moderado que a família, indica pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15.
Hoje, 45% acham que ele não é mais moderado que os parentes e 39% acham que ele é. Há um mês, esse número era maior: 48% não achavam ele mais moderado, e 38% o achavam mais moderado.
Isso parece se refletir na rejeição ao filho 01 de Jair Bolsonaro, que caiu desde dezembro e, agora, é menor do que a de Lula.
Hoje, 52% dizem conhecer e não votar em Flávio. Em dezembro de 2025, a rejeição era de 60%.
No caso de Lula, a rejeição parece consolidada: era de 54% há quatro meses e, agora, está em 55%.
No eleitorado "independente", aquele que costuma decidir a eleição, a rejeição ao senador caiu de 61% para 54% desde o mês passado. É nesse eleitorado que Flávio está de olho.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 9 e 13 de abril. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
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Contraste
Flávio adotou um tom conciliador desde que voltou das viagens internacionais e começou a tocar sua pré-campanha presidencial.
O entendimento recente com o senador Sergio Moro (Pl-PR), que será candidato a governador do Paraná pelo partido de Bolsonaro, e com o antigo desafeto André Marinho (Novo), é prova disso.
O filho 01 parece se beneficiar do contraste com os irmãos Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o fevereiro do ano passado, e Carlos (à esquerda na foto), que se mudou do Rio de Janeiro para Santa Catarina com a intenção de concorrer a uma vaga ao Senado.
Eduardo e Carlos agitam as redes sociais cotidianamente com cobranças e ataques a aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), por não se submeterem às suas vontades.
E o PT?
É de se destacar também que Flávio ainda não foi submetido aos ataques mais duros que o PT costuma fazer durante as campanhas eleitorais e já desmontaram adversários como os hoje aliados Geraldo Alckmin e Marina Silva.
A imagem de moderado vai sendo construída quase que sem questionamento de seus adversários, que calculam o momento exato de atacá-lo, sob o risco de tirar do páreo aquele que os petistas consideram a melhor chance de reeleição para Lula.
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