Flávio diz que pediu a Trump para não taxar empresas brasileiras
Escritório do Representante Comercial dos EUA propôs tarifas de 25% sobre importações brasileiras com base na Lei de Comércio americana
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 2, ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não taxar as empresas brasileiras.
A solicitação, segundo o filho 01 de Jair Bolsonaro, também foi feita ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com quem também se reuniu ao visitar a Casa Branca na semana passada.
"Pedi expressamente... nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio. Eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque, eu digo o seguinte, a partir de 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo. Não é justo taxar as nossas empresas. A gente tem que valorizar a nossa tecnologia, a gente tem que valorizar o nosso Pix, a gente tem que valorizar o nosso etanol, que é uma energia limpa e que já tá sendo usada aqui pro nosso lago para substituir o diesel, por exemplo, a gente tem que incentivar esse nosso capital que é a tecnologia de etanol, seja da cana, seja do milho. Então a gente tem tudo para sentar de igual para igual. Por favor, não taxe as empresas brasileiras", disse o pré-candidato em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
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Novas tarifas
O Escritório do Representante Comercial dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, após concluir que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano.
A decisão é respaldada pela seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Os atos e políticas considerados prejudiciais aos EUA estão relacionados ao “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
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