Flávio alerta contra "mais quatro Alexandres de Moraes" no STF
Além de Moraes, o candidato do PL à Presidência afirmou que Lula, caso reeleito, pode indicar mais quatro ministros como Flávio Dino ao STF
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) alertou contra a possibilidade de Lula (PT), caso reeleito, indicar mais "quatro Alexandres de Moraes" ou "quatro Flávios Dinos" ao Supremo Tribunal Federal.
"O atual presidente da República colocou o Brasil em perigo, porque ele virou as costas para o povo brasileiro. Ele escalou os seus ministros no Supremo para protegerem Alexandre de Moraes. O próximo presidente indica quatro ministros do Supremo. Quatro. Vocês imaginem o atual governo colocando lá mais quatro Alexandres de Moraes, mais quatro Flávios Dinos", disse o filho de Jair Bolsonaro em ato de campanha no Rio Grande do Norte.
"Eu vou colocar lá cinco, cinco homens e mulheres que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto, que respeitem a Constituição, que não usem a caneta para perseguir adversários políticos e que valorizem o povo trabalhador desse país", acrescentou, contando com o impeachment de um ministro do STF.
O próximo presidente da República deve indicar quatro ministros ao STF. Além de Luís Roberto Barroso, que deixou o cargo em 2025, os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes devem se aposentar até 2030.
Os quatro juízes do apocalipse
O Supremo Tribunal Federal (STF) viveu, na terça, 15, um dia de tempestades — dentro e fora do plenário.
Pela manhã, enquanto um calor de 30 graus em pleno inverno castigava dezenas de repórteres que acompanhavam o julgamento na área externa da Corte em Brasília, a temperatura subiu também durante a análise do pedido de providências relacionado a mensagens comprometedoras trocadas pelo ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
À tarde, o tempo fechou de vez. Uma forte chuva derrubou um toldo sobre jornalistas. Ninguém se feriu. Ao longo da tarde, a segurança recuperou a cobertura e tudo voltou ao normal.
Dentro do STF, os estragos foram piores.
Para evitar a abertura de uma investigação, Moraes e seus colegas ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes deflagraram uma guerra suja contra o presidente Edson Fachin e os ministros Luiz Fuz, André Mendonça e Nunes Marques.
O objetivo era intimidar, pressionar ou até tirar de ação aqueles que se mostravam favoráveis a uma investigação sobre Alexandre de Moraes e suas ligações com Daniel Vorcaro.
Aproveitando-se da tibieza de Fachin, os quatro cavaleiros do apocalipse mudaram o assunto da pauta, que passou a ser sobre unificar ou não o pedido de providências com uma petição apresentada por Moraes contra Mendonça, acusando o colega de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
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