Fim do apagão digital no Irã?
Regime do aiatolá Mojtaba Khamenei começou a restaurar a internet no Irã após 88 dias de apagão
O regime do aiatolá Mojtaba Khamenei começou a restaurar a internet no Irã nesta terça-feira, 26.
Foram 88 dias e 2.093 horas de isolamento quase total das redes internacionais.
Segundo a NetBlocks, organização global de monitoramento da conectividade global, ainda não está claro se a restauração será mantida.
"Confirmado: Métricas em tempo real mostram uma restauração parcial da conectividade à internet no Irã no dia 88, após 2093 horas de isolamento quase total das redes internacionais, o bloqueio nacional de internet mais longo da história moderna. Não está claro se a restauração será mantida", disse o monitor no X.
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, afirmou que este foi o primeiro passo em direção ao acesso “livre e regulamentado” à internet.
A reabertura teria sido uma ordem do presidente Masoud Pezeshkian.
De acordo com Aref, a restauração era uma promessa do regime.
Guerra no Irã
Estados Unidos e Irã negociam um acordo de paz apesar dos recentes ataques americanos a alvos iranianos no Estreito de Ormuz.
"Acho que está acontecendo muita conversa para frente e para trás sobre linguagem específica no documento inicial, portanto, levará alguns dias", disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a repórteres na Índia.
"O presidente [Donald Trump] expressou seu desejo de conseguir. Ele vai fazer um bom negócio ou nenhum acordo. Então, todos estão aguardando uma resposta, mas isso pode levar alguns dias", acrescentou.
Rubio voltou a defender a abertura do Estreito de Ormuz.
"O estreito precisa ser aberto. Ele vai ser aberto de um jeito ou de outro. Então, precisa ser aberto. O que está acontecendo lá é ilegal. É insustentável para o mundo. É inaceitável. Eu não conheço nenhum país no mundo que não seja a favor. Os russos não são a favor do sistema de pedágio. Os chineses não são a favor do sistema de pedágio. E não há nenhum país no mundo que seja a favor do sistema de pedágio, exceto o regime do Irã. Então, isso não é aceitável. Isso significa que não pode acontecer. O estreito precisa ser aberto sem impedimentos e sem pedágios e, obviamente, isso precisa acontecer", disse.
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