Ex-ministras de Lula lideram disputa ao Senado em SP, aponta pesquisa
Marina Silva está à frente em todos os cenários pesquisados pelo Instituto Paraná Pesquisas
As ex-ministras Marina Silva (Rede, foto), do Meio Ambiente, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento e Orçamento, lideram a disputa ao Senado no estado de São Paulo, conforme levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, 16.
Marina lidera em todos os cenários pesquisados.
Ela tem 37,8% das intenções de voto, e Tebet, 32,9%. O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP) vem em terceiro, com 27,4%, seguido por Ricardo Salles (Novo), com 19,2%; Paulinho da Força (Solidariedade), 15,1%; e André do Prado (PL), 9,8%.
Brancos, nulos e indecisos somam 19,2%.
Em um segundo cenário, Marina tem 37,7% das intenções de voto; Tebet, 32,3%; Derrite, 26,8%; Ricardo Salles, 18,2%; Paulinho da Força, 14,8%; e Mario Frias (PL), 13,4%.
Brancos e nulos são 12,3%. Indecisos são 6,3%.
No terceiro cenário pesquisado, Marina Silva tem 37,4% das intenções de voto; Simone Tebet, 32,6%; Guilherme Derrite, 26,7%; Ricardo Salles, 18,3%; Coronel Mello Araújo (PL), 18,1%; e Paulinho da Força, 13,8%.
Não sabem ou não opinaram são 5,9%. Brancos e nulos somam 11,9%.
Rejeição
Embora Marina Silva lidere a disputa ao Senado, ela também é o nome com maior rejeição entre os pré-candidatos ao Senado.
A ex-ministra do Meio Ambiente tem 28,2% de rejeição. Paulinho da Força vem atrás, com 24,1%, seguido por Tebet, 19,7%; Coronel Mello Araújo, 17,8%; Mario Frias, 16,3%; Guilherme Derrite, 14,7%; Ricardo Salles, 12,8%; e André do Prado, 11,4%.
A pesquisa
O levantamento ouviu 1.600 eleitores em 80 municípios de São Paulo entre 11 e 14 de abril.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-00378/2026.
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Marina e a Rede Sustentabilidade
Marina Silva confirmou sua permanência como filiada à Rede Sustentabilidade e sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, mesmo em meio a tensões internas na sigla. Por meio de publicação nas redes sociais, replicou nota divulgada pela direção nacional do partido, que havia manifestado “indignação e perplexidade” diante de seus posicionamentos.
Os pontos de discordância seriam as mudanças estruturais realizadas pela cúpula da Rede. Marina contesta a dissolução de diretórios eleitos e a imposição de direções provisórias, além de divergências sobre o programa e o estatuto da legenda. A pré-candidata disse que tais pontos foram fundamentais para mobilizar militantes na coleta de assinaturas para a criação do partido.
Em entrevista à GloboNews, Marina ressaltou que dissensões internas são comuns em agremiações partidárias. Contudo, estabeleceu distinção entre tolerar diferenças e silenciar diante delas: “O que não é normal é que alguém queira que uma parte silencie diante das divergências”.
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