EUA enviam plano de 15 pontos ao Irã para o fim da guerra
Segundo The New York Times, proposta teria sido mediada pelo Paquistão
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para o fim da guerra no Oriente Médio, segundo o jornal americano The New York Times.
O documento teria sido encaminhado por meio do Paquistão, cujo chefe do Exército, o marechal Syed Asim Munir, atua como principal intermediário entre os dois países.
Não está claro, porém, se o Irã aceitará o texto como base para negociações.
Mísseis balísticos e programa nuclear
De acordo com a reportagem, os pontos abordam os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã.
Desde o início da guerra, os Estados Unidos e Israel têm atacado mísseis balísticos, lançadores e instalações de produção iranianos.
Em resposta, o regime iraniano continua lançando ataques contra território israelense e também contra outros países árabes.
Além disso, o Irã ainda mantém 40 quilos de urânio altamente enriquecido.
Estreito de Ormuz
O plano também trata de rotas marítimas estratégicas.
Como forma de pressionar, o Irã tem bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo.
Por lá, passam 90% de todo o petróleo do mundo.
Apesar da abertura diplomática, a Casa Branca afirma que as operações militares continuam.
“Enquanto o presidente Trump e seus negociadores exploram essa nova possibilidade diplomática, a Operação Epic Fury continua sem cessar para alcançar os objetivos militares estabelecidos pelo Comandante-em-Chefe e pelo Pentágono", afirmou Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca.
Syed Asim Munir
Munir é visto como peça-chave na interlocução e manteria canais com a Guarda Revolucionária iraniana.
Além disso, Egito e Turquia também atuam para incentivar Teerã a se engajar em negociações.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o país apoia os esforços diplomáticos.
“Com o consentimento dos Estados Unidos e do Irã, o Paquistão está disposto e honrado em sediar e facilitar negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente para o conflito atual", escreveu.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)