Crusoé nº 417: O inconfidente
Zema desafia e incomoda os ministros do STF como nenhum outro pré-candidato à Presidência da República. E mais: Lula sem gás e Flávio corteja as eleitoras
O Brasil lembrou nesta semana, por mais um ano, a Inconfidência Mineira, um movimento do século 18 contra o despotismo da Coroa portuguesa. "Muito tempo se passou, o Brasil ficou independente, mas e os brasileiros, você acha que nós somos livres de verdade?”, questionou, no feriado de Tiradentes, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo, foto), em uma das várias provocações recentes feitas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A luta dos inconfidentes ainda não acabou”, resumiu o pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo ao compartilhar em suas redes sociais um vídeo gravado por ocasião da data histórica, que tem um contexto: o decano do criticado STF, Gilmar Mendes, pediu ao colega Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no interminável inquérito das fake news.
O ex-governador de Minas é, de fato, tratado por Gilmar como um inconfidente — um traidor, como os portugueses classificaram os conjurados mineiros, que entraram para a história sob essa alcunha, dizem Guilherme Resck e Rodolfo Borges em "O inconfidente", a matéria de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na reportagem "Lula sem gás", Guilherme Resck mostra como o fechamento de uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, o Estreito de Ormuz, em decorrência do conflito entre Estados Unidos e Irã iniciado no fim de fevereiro, impôs um novo problema no difícil caminho da tentativa de reeleição do presidente Lula (PT).
O petista aposta em medidas questionáveis para conter alta dos combustíveis e reverter a queda de popularidade.
Na matéria "Flávio corteja as eleitoras", Guilherme Resck e Paulo Melo contam como o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta convencer o eleitorado feminino de que sua eventual gestão no Palácio do Planalto será melhor do que a de Lula (PT).
Nas eleições de 2022, as mulheres deram mais votos ao petista do que a Jair Bolsonaro (PL).
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Wilson Pedroso (O algoritmo de Barcelona e a mordaça de veludo), Márcio Coimbra (Porta-voz do Kremlin), Bruno Soller (O provável voo de galinha da esquerda colombiana), Clarita Maia (O silêncio incômodo do Brasil no contraterrorismo), Roberto Ellery (Homenagem a Tiradentes: que tal um teto para a arrecadação?), Letícia Barros (As falhas ocultas da intervenção estatal na educação), Josias Teófilo (Cinema barroco) e Rodolfo Borges (A técnica de atuação de Arrascaeta).
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