Crivella lidera corrida ao Senado no Rio, indica Realtime
A deputada Benedita da Silva, do PT, aparece em segundo lugar na disputa, com 14% dos votos
Pesquisa Realtime Big Data, divulgada nesta terça-feira, 28, indica que o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) lidera a corrida ao Senado no Rio de Janeiro, com 17% das intenções de voto.
A deputada Benedita da Silva (PT) aparece em segundo lugar na disputa, com 14% dos votos, seguida por Carlos Portinho (PL) e Pedro Paulo (PSD), com 13% cada.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há um empate técnico entre os quatro candidatos.
Márcio Canella (União Brasil) tem 10%, Waguinho (Republicanos), 7%; Paulo Ganime (Novo), 4%; Luciana Boiteaux (PSOL), 3%; e Professor Túlio (PSOL), 1%.
Brancos e nulos são 8%. Indecisos são 10%.
Sem Canella
Em uma simulação sem Márcio Canella, que chegou a ser preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Operação Unha e Carne e atualmente cumpre medidas cautelares, Crivella aparece à frente, com 19% dos votos.
Benedita da Silva tem 15%; Carlos Portinho e Pedro Paulo têm 12% cada; Waguinho, 9%; Ganime, 4%; Boiteaux, 3%; e Professor Túlio, 1%.
Brancos, nulos e indecisos somam 21%.
Crivella inelegível?
Ex-prefeito do Rio de Janeiro, Crivella foi condenado, em outubro de 2024, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2020.
A decisão tornou Crivella inelegível até 2028 e impôs uma multa a ele de 106.410 reais. O esquema, conhecido como “QG da Propina”, envolvia empresários e fraudes em licitações com o objetivo de garantir financiamento ilegal para sua campanha à reeleição.
De acordo com o relator do processo, desembargador Rafael Estrela, Crivella utilizou a máquina pública para movimentar cerca de 50 milhões de reais de forma ilícita, favorecendo empresários em troca de apoio político.
Em julho de 2026, o ministro André Mendonça, do TSE, concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da condenação de 2024.
Crivella já havia sido declarado inelegível por abuso de poder político e conduta vedada em 2020.
A inelegibilidade de oito anos foi suspensa pelo ministro Mauro Campbell Marques, do TSE.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)