Como Lula fará o equilíbrio fiscal, segundo Fonteles
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, é cotado para assumir o ministério da Fazenda
Cotado para assumir o ministério da Fazenda, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT, foto), afirmou ser possível promover o equilíbrio fiscal apenas com corte de privilégios e desperdícios, sem mexer em programas sociais.
"Eu uso a palavra equilíbrio fiscal justamente para demonstrar que são múltiplas as possibilidades de buscar esse equilíbrio. Isso envolve corte de privilégios e de desperdício e não vai envolver, com o presidente Lula, qualquer prejuízo social, qualquer corte em programas sociais que ele já constituiu e com que se comprometeu novamente na campanha eleitoral. Isso não é incompatível com a agenda do equilíbrio fiscal", disse o matemático, apontado como um "prodígio" dentro do PT, ao Estadão.
Para Fonteles, Lula já deu demonstrações de que "é capaz de conciliar a agenda social e a agenda de investimento público com a agenda da responsabilidade fiscal, tanto que ele fez superávit primário nos dois primeiros governos".
"O presidente dá demonstrações claras que tem muita responsabilidade fiscal. Ele se dedica muito ao equilíbrio fiscal", acrescentou, apesar do gasto desenfreado do governo federal para promover a reeleição de Lula.
"Tudo que foi proposto foi conversado com a equipe econômica, o presidente sempre tomou essa iniciativa. Não foi nada de supetão. Pé-de-Meia Universitário, tarifa zero aos fins semana, com base em emendas parlamentares de bancada, o Prospera MEI: tudo teve a participação dos ministros da área econômica; portanto, são medidas exequíveis dentro do arcabouço fiscal para os quatro anos", seguiu o governador do Piauí.
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Apertem os cintos
Apesar do otimismo de Fonteles, Lula não deu qualquer sinal de que irá consertar os problemas que vinham se avolumando em seu terceiro mandato.
Pelo contrário. Lula e seus aliados deram declarações de que irão seguir adiante na trajetória irresponsável de seu atual governo.
Durante seu terceiro mandato, Lula nunca se preocupou com o desequilíbrio nas contas públicas.
Em 2023, trocou o teto de gastos pelo arcabouço fiscal, estipulando uma meta de superávit para equilibrar as contas.
A criatividade petista, contudo, criou uma margem de tolerância de 0,25 ponto para baixo ou para cima da meta. Marotamente, o governo passou a seguir o piso da meta.
O resultado é que a dívida pública em relação ao PIB subiu dez pontos e passou a representar 82% do PIB.
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