Caiado alfineta encontro de Flávio com embaixadores
Flávio pediu a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro
Pré-candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) alfinetou nesta quarta-feira, 22, o adversário Flávio Bolsonaro (PL) pelo encontro realizado com representantes estrangeiros em Brasília.
"42 embaixadores numa sala:
Dava para vender soja.
Dava para abrir mercado para indústria.
Dava para atrair investimento.
Escolheram falar de urna eletrônica!", escreveu Caiado no X.
No encontro, Flávio pediu a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro.
Durante a fala, o pré-candidato à Presidência associou as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, repetindo uma alegação já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ciclos eleitorais anteriores.
Ao se dirigir à plateia, formada por membros do corpo diplomático de nações como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Austrália e Alemanha, o senador afirmou: “que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições”.
Antes do pedido, ele fez menção a documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) tornados públicos na semana anterior pelo governo do presidente americano Donald Trump, que apontam suspeitas sobre o sistema eleitoral da Venezuela.
Foi nesse contexto que Flávio mencionou a Smartmatic, dizendo que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A empresa não fabrica nem programa as urnas usadas no Brasil. Ela manteve apenas contratos pontuais de conexão de dados e voz com a Justiça Eleitoral, sem qualquer papel na operação dos equipamentos de votação.
As notas de Flávio
Após a repercussão negativa da declaração, Flávio Bolsonaro negou, em duas notas, que tenha questionado o sistema de votação.
Na mais recente, assinada também pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e por Maria Cláudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da pré-campanha, ele disse que se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: “o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai [Jair Bolsonaro]”, e “um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”.
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