Boulos prega luta de classes no Uber
Ministro de Lula quer alterar remuneração e estabelecer tarifa mínima por quilômetro, mas apenas 1% dos trabalhadores pedem essa intervenção
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (foto), tem insuflado uma luta de classes entre os motoristas, entregadores de aplicativo e as plataformas digitais.
Boulos propõe mudar o percentual que as empresas recolhem dos valores pagos pelos clientes.
"É preciso ter uma regulamentação, a aprovação da lei o quanto antes. Porque, do jeito que está hoje, só interessa às grandes plataformas e não interessa aos trabalhadores", afirmou Boulos.
"Hoje, você pega um motorista de Uber, ele tem descontada, como taxa de retenção, de cada viagem que ele faz, até 50%. Às vezes mais. Em uma viagem de 100 reais, a Uber fica com 50 reais. Sendo que o carro é dele, a gasolina é dele, o trabalho é dele. Todo o custo é dele. Isso não é razoável. Essa balança tem que ser equilibrada", disse o ministro de Lula.
O governo quer estabelecer uma taxa mínima de 10 reais para os entregadores de aplicativo e motoqueiros, com adicional de 2,50 por quilômetro rodado.
Pesquisas com motoristas e entregadores, contudo, têm apontado que esses profissionais não querem que o Estado se meta nas relações entre eles e as companhias.
Um levantamento do Datafolha feito em agosto do ano passado mostrou que 41% dos motoristas são contra uma regulamentação feita pelo governo.
Para a maioria (52%), o papel do governo deveria ser auxiliar na renovação ou troca do veículo (por exemplo, com linhas de financiamento ou incentivos).
E 21% acham que seria melhor não ter intervenção do poder público.
Somente 1% dos motoristas afirmam que o governo deveria melhorar a remuneração dos motoristas ou estabelecer uma tarifa mínima por quilômetro rodado.
Boulos claramente não está buscando atender a um pedido ou a uma necessidade dos trabalhadores.
O que o ministro está fazendo é usá-los para ganhar alguma relevância política e tentar melhorar a aprovação do governo Lula, às vésperas da eleição.
Para isso, está usando ideologias políticas marxistas mofadas, que já não condizem com a realidade.
Os motoristas e entregadores preferem ir na direção contrária.
Leia em Crusoé: Um partido em busca de trabalhadores
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Comentários (2)
Wilson Gobara
2026-03-11 21:23:01Os petralhas deveriam ler algum livro de Rainer Zitelmann, se é que eles sabem ler. Aprenderiam que o Estado deve ficar quietinho no seu canto, sem atrapalhar o livre mercado.
Marcos
2026-03-11 19:19:25NO SETOR QUE ESSE CARA ESTÁ LOTADO NÃO TEM QUE LUTAR POR ISSO. SERÁ QUE ELE NÃO TEM TRABALHO LÁ? NÃO É COMPETÊNCIA ATUAL DELE.