As linhas vermelhas do Irã sobre o Estreito de Ormuz
Mapa foi divulgado após Donald Trump anunciar que os EUA irão guiar os navios comerciais que estiverem presos no Golfo Pérsico
A Marinha do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC-N) do Irã anunciou nesta segunda-feira, 4, uma nova área de controle no Estreito de Ormuz, demarcando com linhas vermelhas a região que estaria sob o seu domínio (foto).
Uma das linhas liga a ilha iraniana de Qeshm à costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai. A outra está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana.
O mapa foi divulgado após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que as Forças Armadas americanas irão guiar os navios comerciais que estiverem presos no Golfo Pérsico.
"Países de todo o mundo, quase todos sem envolvimento no conflito no Oriente Médio, que se desenrola de forma tão visível e violenta, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a liberar seus navios, que estão retidos no Estreito de Ormuz, por algo com o qual não têm absolutamente nada a ver — são meros espectadores neutros e inocentes! Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente. Repito, esses navios são de regiões do mundo que não estão de forma alguma envolvidos com o que está acontecendo no Oriente Médio. Instruí meus representantes a informá-los de que faremos todos os esforços para retirar seus navios e tripulações do Estreito em segurança. Em todos os casos, eles disseram que não retornarão até que a área se torne segura para a navegação e tudo o mais. Esse processo, o Projeto Liberdade, começará na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio.
Estou plenamente ciente de que meus representantes estão mantendo conversas muito positivas com o Irã e que essas conversas podem levar a algo muito positivo para todos. A movimentação dos navios visa simplesmente liberar pessoas, empresas e países que não fizeram absolutamente nada de errado — são vítimas das circunstâncias. Este é um gesto humanitário em nome dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio e, em particular, do Irã. Muitos desses navios estão com poucos alimentos e outros itens necessários para que as tripulações permaneçam a bordo de forma saudável e higiênica. Acredito que isso contribuirá muito para demonstrar boa vontade em nome de todos aqueles que têm lutado tão arduamente nos últimos meses. Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza. Agradeço a sua atenção a este assunto!”, escreveu Trump na rede Truth Social.
A ameaça do Irã
Após o anúncio de Trump, o comando das Forças Armadas do Irã afirmou que manterá “controle total” sobre a segurança no Estreito de Ormuz.
"Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada", disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
A agência de notícias Fars afirmou nesta segunda, 4, que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos que tentava passar pelo Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou o ataque.
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