"Apreensões de navios comerciais são inaceitáveis”, diz OMI
Dois navios comerciais foram apreendidos pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã na região do Estreito de Ormuz
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez (foto), classificou as apreensões de navios comerciais pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como "inaceitáveis", exigindo, por meio de nota, a "libertação imediata de todos os navios e marinheiros inocentes envolvidos".
"Os ataques e as apreensões de navios comerciais são inaceitáveis.
Exijo, mais uma vez, o fim dessas ações imprudentes e a libertação imediata de todos os navios e marinheiros inocentes envolvidos.
A situação na região continua extremamente instável. Não consigo entender por que as empresas assumiriam riscos e colocariam em perigo a vida dos marítimos.
Hoje conversei com um marinheiro que estava à deriva no Golfo Pérsico.
Ele descreveu o estresse constante dos mísseis sobrevoando sua cabeça, o perigo de destroços atingirem o navio, a necessidade de racionar suprimentos e a dificuldade de manter sua família informada sobre sua situação.
Felizmente, este marinheiro conseguiu partir, mas quase 20.000 outros permanecem, após mais de sete semanas, sem saber quando poderão voltar para casa. Há muito mais trabalho a ser feito.
A desescalada, ações significativas e o restabelecimento da liberdade de navegação são o único caminho a seguir."
Apreensões de navios
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta quarta-feira, 22, ter apreendido e escoltado dois navios mercantes que navegavam próximo ao Estreito de Ormuz.
O anúncio ocorreu após a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), organização da Marinha Real Britânica que atua como ponto de contato para a segurança marítima no Oriente Médio, confirmar que embarcações porta-contêineres foram atingidas por disparos.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária acusou os navios de violarem as normas marítimas e colocarem em risco a navegação ao manipular seus sistemas de rastreamento.
Segundo a Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, a perturbação da segurança no Estreito de Ormuz era uma “linha vermelha”.
Dados de rastreamento marítimo indicam que as embarcações MSC Francesca e Epaminondas estão paradas perto do porto de Bandar Sirik, no Irã.
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