A bravata vazia do aiatolá fanfarrão
Presidente americano Donald Trump não tem motivos para temer a ameaça de Ali Khamenei
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei (foto alterada por IA), prometeu iniciar uma guerra regional caso o presidente americano Donald Trump ataque o seu país.
"Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional", disse Khamenei.
É pura bravata.
O Irã foi bombardeado por aviões americanos e israelenses em junho do ano passado e não houve qualquer ação dos grupos armados financiados, armados e treinados pela teocracia xiita em outros países do Oriente Médio.
A ação dos "proxies" iranianos não aconteceu porque todos foram pesadamente atacados por Israel e seus aliados ao longo dos meses anteriores.
Os terroristas do palestino Hamas, do libanês Hezbollah, os Houthis do Iêmen e as milícias iraquianas não estavam em condições de atacar ninguém a mando de Khamenei.
Trump sabe muito bem que a reação iraniana foi nula e não se intimidará com as ameaças de Khamenei.
Claro, o presidente americano pode optar por não fazer nada, mas isso seguramente será por outros motivos, como forçar os iranianos a aceitarem termos mais duros para assinar um novo acordo nuclear.
Proxies
O Irã passou a armar grupos radicais em outros países após a Guerra Irã Iraque, que foi de 1980 a 1988.
Logo após a Revolução Islâmica de 1979, em que os xiitas assumiram o poder perseguindo todos os demais, o ditador sunita iraquiano Saddam Hussein invadiu o Irã.
A partir desse momento, os aiatolás entenderam que precisavam ter aliados em outros países, os "proxies", que poderiam ser acionados para atacar inimigos do Irã, no caso de um possível ataque.
Mas essa rede de aliados está em frangalhos.
Repressão
A ameaça de Khamenei aos Estados Unidos provavelmente tem outro objetivo.
A maior preocupação de Khamenei é com os protestos sociais. Está evidente que a população não quer ser governada pelos religiosos extremistas.
A repressão estatal das últimas semanas foi brutal e deixou um saldo entre 10 mil ou 40 mil mortos, dependendo da fonte.
Khamenei não quer parecer que está enfraquecido, e por isso eleva o tom contra seus inimigos.
A verdade, porém, é que o aiatolá ainda está em condições de continuar a carnificina interna, mas não tem nada a fazer contra um possível ataque de fora.
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