Não leve o futebol a sério
Premiação de melhor jogador é perfumaria, equivale a um concurso de Miss Simpatia
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Ney Maravilha, nós gostamos de você! �
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A idolatria é esporte nacional. É tentador, cá entre nós, louvar quem possua superpoderes e resolva tudo por nós o tempo todo.�
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A crença começa em Deus, em Jesus, no�papa, em todos os santos, anjos... Se for insuficiente, que venha Papai Noel ou —�por que não?�—�o Caminhão do Huck. �
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O olhar idólatra, ávido por salvadores da pátria, busca saídas milagrosas em seres luminosos que pairam acima dos demais esportistas, ainda que seja em modalidade coletiva. �
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Individualismo em jogo de equipe é estrelismo ou erro conceitual, pois na dinâmica de coordenação tática não é o indivíduo que faz o grupo, mas o mecanismo do conjunto (clube/torcida/treinadores/atletas) que permite o brilho das peças individuais. Se a engrenagem funciona, todas as peças brilham mais, sobretudo as naturalmente brilhantes.�
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No futebol, sob essa ótica, premiação de melhor jogador é perfumaria, equivale a um concurso de Miss Simpatia. Por mais sedutora que seja a individualidade, a personalidade, a identidade, a singularidade. �
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Desfulanizar�o debate às vezes é necessário, para a reflexão se ater às ideias, aos conceitos, ao saber.�
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Em uma análise mais abrangente, nossa vida é feita de uma pluralidade permanente, multidimensional, em que não há bala de prata ou super-herói imbatível. Somos todos partícula mínima, porém fundamental, de todos os problemas e de todas as soluções. �
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E que Ney Maravilha vá à Copa, sim, "si�fô-do" interesse comum! Tá compreendido? Mas o "si" não entra em campo. �
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